segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nunca vai dar certo

Triste é aquilo que nós mais queremos nunca conseguir dar certo. Eu tentei, mais que tentei. Eu quebrei-me de todas as formas possíveis e voltei a tentar. E após tantas tentativas nunca nada chegou a dar certo. Mas eu continuo a querer tanto como da primeira vez que quis. Estou condenada a querer algo que nunca vai chegar a dar certo. Estou eternizada na fase da tentativa. Eu sempre fui fraca o suficiente para desistir facilmente das coisas. Mas sempre fui persistente o suficiente para não largar mão daquilo que realmente queria, daquilo que não tinha dúvidas nem sequer pequenas incertezas. É por isso que eu não consigo largar mão de ti. Deveria, sempre me deste razões para o fazer, mas eu não consigo. Porque é como eu sou, eu não consigo largar mão do que realmente quero e até pode nunca dar certo até ao final dos meus dias, mas eu vou continuar a tentar, e a tentar, e a tentar…

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Corre!

Sei que gostas de mim
E o que vivemos foi sincero,
Mas não podes negar o fim.
Lembra-te, nada é eterno.

Ambos temos passado,
Mas o teu está muito presente.
O nosso futuro fantasiado
Faz parte de uma ilusão que se sente.
É a ela que amas,
Eu sei que essa é a realidade.
Não vou fazer dramas
Desta crueldade.

Nunca foi tua intenção magoar,
Mas foi minha intenção ser a tal.
Queria futuramente te amar
Tornar-te eternamente o principal,
Mas a vida é inimiga
Dos que querem vencer.
Sinto-me tão perdida
Ao saber o que é te perder.

Quero que vivas o amor.
E agradeço-te pelo que passamos,
Apesar de agora tornar-se dor
Aquilo que ficamos.
Era uma simples aventura
Para os dias de verão
Mas a amizade tornou-se ternura
E a ternura virou paixão.

Tudo dura o tempo necessário
Para se tornar eterno.
Acredita, vives em mim e no meu diário.
Mas o meu amor virou o inferno,
Onde o amor é o diabo
E eu a condenada.
Foste o meu pecado.
Aí! Aventura que será lembrada.

Sei que de mim gostas
Mas amas a ela.
As cartas na mesa foram postas…
Corre! Vai ser dela!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Tempo


            Tal como tu, tal como eu, o tempo não é certo. Queremos ter a certeza que algo entre nós fica, que somos algo que deita por terra todo o individualismo do ser e vai contra os ventos e a maré. Mas tal como o tempo, mudamos, e o que tantas palavras e atos significaram, já nada disso faz mais sentido. Como ontem o sol brilhou e como as nuvens tomaram o seu lugar no final. Como o diamante mais duro, hoje e amanhã poderá haver nós, mas assim como a areia que nos passa nos dedos, o nós de hoje e de amanhã se desfaz. E a vida não espera, o tempo não para e tudo o que seria de esperar, esse futuro tão prometedor, uma idealização de algo que no fundo nunca fomos, acaba. Acaba como tudo na vida. Acaba o tempo, o tempo que poderia ter sido diferente, que poderia ser eternizado nas nossas almas, se tal como tu, tal como eu, ele tivesse perdurado.