domingo, 6 de abril de 2014

Que importa o passado?

Ficou perdido no tempo,
A impossibilidade do sentimento
Da minha parte nascer
Nesta vida de perder.
 
Passado aleatório,
Marcado pelo interrogatório
A nós mesmo feito
Quando apertava o peito.

Que importa o passado
Quando o presente é marcado
Pela concretização
Da nossa paixão?

Tornou-se mais que real
O nosso companheirismo leal,
Onde prevalece o amor
Acima de qualquer dor.

Renasceu em ti,
Floresceu em mim
O sentimento imprevisto
No meio de tudo isto.

És a prova que com vontade
E ao sonho lealdade,
Consegue-se cumprir
Os objetivos do verbo sentir.

Amar-te?
Tornou-se a oitava maravilha do mundo.
Na minha vida estás em primeiro e não em segundo.
Acredita, juntos não iremos ao fundo.

Podes pensar que estou a mentir,
Mas não. O meu sentir
Tornou-se tão verdadeiro
Que eu sei que serás o derradeiro.

Já vivi e senti o suficiente
Para saber que sendo paciente,
A gente vingará
Aqui ou no Canadá.
Não importa onde estamos,
Pois juntos ficaremos.

Sábia não sou,
Mas a ti te dou
Todo o meu ser
Porque desejo-te ter
Para o resto dos meus dias.
Porque antes ouvias
E agora sentes
E também pressentes
Que contigo quero ficar
E para sempre Te Amar! 

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nunca vai dar certo

Triste é aquilo que nós mais queremos nunca conseguir dar certo. Eu tentei, mais que tentei. Eu quebrei-me de todas as formas possíveis e voltei a tentar. E após tantas tentativas nunca nada chegou a dar certo. Mas eu continuo a querer tanto como da primeira vez que quis. Estou condenada a querer algo que nunca vai chegar a dar certo. Estou eternizada na fase da tentativa. Eu sempre fui fraca o suficiente para desistir facilmente das coisas. Mas sempre fui persistente o suficiente para não largar mão daquilo que realmente queria, daquilo que não tinha dúvidas nem sequer pequenas incertezas. É por isso que eu não consigo largar mão de ti. Deveria, sempre me deste razões para o fazer, mas eu não consigo. Porque é como eu sou, eu não consigo largar mão do que realmente quero e até pode nunca dar certo até ao final dos meus dias, mas eu vou continuar a tentar, e a tentar, e a tentar…

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Corre!

Sei que gostas de mim
E o que vivemos foi sincero,
Mas não podes negar o fim.
Lembra-te, nada é eterno.

Ambos temos passado,
Mas o teu está muito presente.
O nosso futuro fantasiado
Faz parte de uma ilusão que se sente.
É a ela que amas,
Eu sei que essa é a realidade.
Não vou fazer dramas
Desta crueldade.

Nunca foi tua intenção magoar,
Mas foi minha intenção ser a tal.
Queria futuramente te amar
Tornar-te eternamente o principal,
Mas a vida é inimiga
Dos que querem vencer.
Sinto-me tão perdida
Ao saber o que é te perder.

Quero que vivas o amor.
E agradeço-te pelo que passamos,
Apesar de agora tornar-se dor
Aquilo que ficamos.
Era uma simples aventura
Para os dias de verão
Mas a amizade tornou-se ternura
E a ternura virou paixão.

Tudo dura o tempo necessário
Para se tornar eterno.
Acredita, vives em mim e no meu diário.
Mas o meu amor virou o inferno,
Onde o amor é o diabo
E eu a condenada.
Foste o meu pecado.
Aí! Aventura que será lembrada.

Sei que de mim gostas
Mas amas a ela.
As cartas na mesa foram postas…
Corre! Vai ser dela!

quarta-feira, 20 de março de 2013

Tempo


            Tal como tu, tal como eu, o tempo não é certo. Queremos ter a certeza que algo entre nós fica, que somos algo que deita por terra todo o individualismo do ser e vai contra os ventos e a maré. Mas tal como o tempo, mudamos, e o que tantas palavras e atos significaram, já nada disso faz mais sentido. Como ontem o sol brilhou e como as nuvens tomaram o seu lugar no final. Como o diamante mais duro, hoje e amanhã poderá haver nós, mas assim como a areia que nos passa nos dedos, o nós de hoje e de amanhã se desfaz. E a vida não espera, o tempo não para e tudo o que seria de esperar, esse futuro tão prometedor, uma idealização de algo que no fundo nunca fomos, acaba. Acaba como tudo na vida. Acaba o tempo, o tempo que poderia ter sido diferente, que poderia ser eternizado nas nossas almas, se tal como tu, tal como eu, ele tivesse perdurado.

sábado, 24 de novembro de 2012

Hoje


            Hoje, depois deste dia obscuro, olhei-me ao espelho. Fiquei parada durante bastante tempo… somente a olhar-me. Vi toda a minha vida diante de meus olhos. Vi a minha infância e vi a minha adolescência. Vi o que mudei e vi o que mantive. Vi a minha felicidade e vi a minha tristeza. Vi as minhas qualidades e vi os meus defeitos. Vi as minhas boas ações e vi os meus erros. Encontrei toda minha alma dentro dos meus olhos. Até que olhei para meu corpo, para o meu rosto. Estava com um sorriso de orelha a orelha. Estava com aquele sorriso enorme que tanto usufruo durante o dia. Mas senti a necessidade de me mexer. Senti que estava a olhar para uma mera imagem. Então, fi-lo, mexi-me. Permiti-me expor a minha alma naquele espelho. Não mais em meus olhos, mas em todo o meu corpo… Aí! Apercebi-me que todo o meu corpo, toda a minha figura, estava com um ar cansado, triste, sério, mas principalmente, frio. Assustei-me! Assustei-me como nunca! E aí perguntei-me “Onde anda aquela menina feliz, que ama a vida, que tudo supera? Onde anda aquela menina que enfrentava a vida de queixo erguido, que tinha medo mas que enfrentava tudo?”. Não sei. Não sei o que é feito dela, para onde ela foi, ou se irá voltar. São perguntas que gostava de responder, pois queria que ela voltasse.
            Hoje, descobri que sou uma menina ingénua, sincera, e que neste mundo são os piores defeitos. É. Tenho muito que enfrentar e essencialmente que sofrer. Mas eu vou voltar a erguer o queixo, porque eu sou mais eu. E mesmo fria, mesmo cansada, mesmo triste, eu sei que tudo vai ficar bem, que dias melhores vêm por aí. Eu sei que tudo acontece por uma razão, que tudo é uma questão de auto superar-nos. Eu sei que hoje posso chorar, mas também sei que o amanhecer de amanhã vai brilhar no meu sorriso.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Amor...


Amor…
Sentimento estranho,
Pode ser histérico ou tacanho,
Puro ou impuro,
Frágil ou seguro.

Apodera-se como um intruso
Tornando-nos seu recluso
Tira-nos a razão e caímos na perdição
De um desejo louco
Que não se contenta com pouco.

Somos meras marionetes
Do coração espetado de setas
Que nos deixa sem reação
Com o pensamento em prisão
Perpétua a esse amor
Que nos deixa em dor.

Todo ele se torna irónico
Mas com um contraste lógico
Pois amor e paixão,
Dor e perdão,
Andam de mãos dadas
No coração das pessoas apaixonadas.

Amor…
Sentimento incondicional
Sem vista de final
Porque quando verdadeiro
Se torna cancioneiro.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Teus olhos...


            Depois de tanto tempo, os teus olhos cruzaram os meus novamente. Foi algo inesperado, sem aviso prévio. Tudo o que eu pensava ter desaparecido de mim, voltou como uma chama explosiva. Deixando-me com a ferida mais uma vez aberta a sangrar como dantes. Assim, como se o tempo não tivesse passado e eu tivesse acabado de te perder. Como se eu tivesse acabado de perder uma parte de mim. Como se eu tivesse acabado de ser destruída.
            Engraçado, sentia-me tão segura, tão forte, tão pronta para te sorrir. Mas não. Somente fui capaz de perder sentidos e ficar sem ar. Quando recuperei estava sem voz, meu coração tremia. Estava como se uma tempestade tivesse incidido sobre mim sem dó nem piedade…