
Veio o
desconhecido. Aquele desconhecido que te deu vontade de descobrir quem era, de
querer saber mais, que captou a tua atenção e te fez querer passar a conhecer.
O desconhecido entrou na tua vida sem mais nem menos, sem teres tempo para
pensar ou sequer respirar, como se nunca o tivesse sido, como se o conhecesses
desde sempre e estivesse mesmo à espera do momento perfeito para te fazer
feliz. Ele fez-te feliz. Talvez não sempre, não todos os dias, mas fez. Desde o
princípio o desconhecido fez-te rir, fez-te sonhar, fez-te acreditar, fez-te
querer acordar cedo e preparar-te especialmente por saberes que o desconhecido
ia sendo cada vez menos desconhecido a cada dia que passava. O desconhecido
elogiou-te, tocou-te e fez-te apaixonar... e quando pensavas que finalmente o
tinhas realmente conhecido e que tinha valido a pena... Começou tudo a perder o
seu sentido, a sua razão, e aí refletiste. Ele iludiu-te, cativou-te, largou-te
para te sentires uma inútil por pensares que o podias realmente conhecer. Chegaste
à conclusão que o desconhecido não passava apenas disso, um desconhecido que
nunca chegaste a conhecer.
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